sábado, 12 de abril de 2008


O efeito estufa (ou efeito de estufa, como se diz em Portugal) é um processo que ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como conseqüência disso, o calor fica retido, não sendo liberado ao espaço. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir.

O que se pode tornar catastrófico é a ocorrência de um agravamento do efeito estufa que desestabilize o equilíbrio energético no planeta e origine um fenômeno conhecido como aquecimento global. O IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente [1] diz que a maior parte deste aquecimento,observado durante os últimos 50 anos,se deve muito provavelmente a um aumento dos gases do efeito estufa.

Os gases de estufa (dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), Óxido nitroso (N2O), CFC´s (CFxClx)) absorvem alguma da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam por sua vez alguma da energia absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30ºC mais quente do que estaria sem a presença dos gases «de estufa».

Um dos piores gases é o metano, cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono,é produzido pela flatulência dos ovinos e bovinos, sendo que a pecuária representa 16% da poluição mundial. Cientistas procuram a solução para esse problema e estão desenvolvendo um remédio para tentar resolver o caso. Na Nova Zelândia pensou-se em cobrar-se taxas por vaca, para compensar o efeito dos gases emitidos.

Ao contrário do singnificado literal da expressão «efeito estufa», a atmosfera terrestre não se comporta como uma estufa (ou como um cobertor). Numa estufa, o aquecimento dá-se essencialmente porque a convecção é suprimida. Não há troca de ar entre o interior e o exterior. Ora acontece que a atmosfera facilita a convecção e não armazena calor: em média, a temperatura da atmosfera é constante e a energia absorvida transforma-se imediatamente na energia cinética e potencial das moléculas que existem na atmosfera. A atmosfera não reflete a energia radiada pela Terra. Os seus gases, principalmente o dióxido de carbono, absorvem-na. E se radia, é apenas porque tem uma temperatura finita e não por ter recebido radiação. A radiação que emite nada tem que ver com a que foi absorvida. Tem um espectro completamente diferente.

O efeito estufa, embora seja prejudicial em excesso, é na verdade vital para a vida na Terra, pois é ele que mantém as condições ideais para a manutenção da vida, com temperaturas mais amenas e adequadas. Porém, o excesso dos gases responsáveis pelo Efeito Estufa, ao qual desencadeia um fenômeno conhecido como Aquecimento Global, que é o grande vilão.

O problema do aumento dos gases estufa e sua influência no aquecimento global, tem colocado em confronto forças sociais que não permitem que se trate deste assunto do ponto de vista estritamente científico. Alinham-se, de um lado, os defensores das causas antropogênicas como principais responsáveis pelo aquecimento acelerado do planeta. São a maioria e omnipresentes na mídia. Do outro lado estão os "céticos", que afirmam que o aquecimento acelerado está muito mais relacionado com causas intrínsecas da dinâmica da Terra, do que com as reclamados desmatamento e poluição que mais rápido causam os efeitos indesejáveis à vida sobre a face terrestre do que propriamente a capacidade de reposição planetária.

Ambos os lados apresentam argumentos e são apoiados por forças sociais.

A poluição dos últimos duzentos anos tornou mais espessa a camada de gases existentes na atmosfera. Essa camada impede a dispersão da energia luminosa proveniente do Sol, que aquece e ilumina a Terra e também retém a radiação infravermelha (calor) emitida pela superfície do planeta. O efeito do espessamento da camada gasosa é semelhante ao de uma estufa de vidro para plantas, o que originou seu nome. Muitos desses gases são produzidos naturalmente, como resultado de erupções vulcânicas, da decomposição de matéria orgânica e da fumaça de grandes incêndios. Sua existência é indispensável para a existência de vida no planeta, mas a densidade atual da camada gasosa é devida, em grande medida, à atividade humana. Em escala global, o aumento exagerado dos gases responsáveis pelo efeito estufa provoca o aquecimento do global, o que tem conseqüências catastróficas. O derretimento das calotas polares e de geleiras, por exemplo, eleva o nível das águas dos oceanos e dos lagos, submergindo ilhas e amplas áreas litorâneas densamente povoadas. O superaquecimento das regiões tropicais e subtropicais contribui para intensificar o processo de desertificação e de proliferação de insetos nocivos à saúde humana e animal. A destruição de habitats naturais provoca o desaparecimento de espécies vegetais e animais. Multiplicam-se as secas, inundações e furacões, com sua seqüela de destruição e morte.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Peixes-boi marinhos desaparecidos na Costa Norte aparecem no Marajó.


BELÉM - Um artigo brasileiro recentemente publicado na Inglaterra acaba de confirmar o reaparecimento do peixe-boi marinho na Amazônia Atlântica. Há décadas não se registrava oficialmente um avistamento qualquer do mamífero aquático na região.

• Caçados impiedosamente ao longo de décadas no norte do Brasil, os peixes-bois marinho (Trichechus manatus) e amazônico (Trichechus inunguis) foram quase levados à extinção ao longo da Costa Amazônica. Particularmente no caso do primeiro, o manatus, que ainda pode ser visto em alguns trechos do litoral brasileiro, acreditava-se que os anos de matança sem intervenção haviam resultado na sua completa dizimação ao longo da zona costeira paraense.

• Além de relatar o recente achado de um crânio de peixe-boi marinho numa das praias da costa leste da Ilha de Marajó, o estudo também lança um outro foco de luz sobre a questão: se mais pesquisadores estivessem em campo atrás desses mamíferos, seguramente mais avistamentos de peixes-bois marinhos seriam registrados, confirmando de forma mais exata não apenas novamente a presença da espécie na região, mas também voltando a colocar em pauta uma discutida possibilidade de simpatria - coexistência de duas espécies variantes de um mesmo gênero em uma mesma área – do peixe-boi marinho e do peixe-boi amazônico na Costa Norte.


Novos dados


• O artigo que trata da novidade, "Going back to my roots", foi publicado no início de 2008 por pesquisadores do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Gemam, ligado ao Museu Paraense Emílio Goeldi e ao projeto Piatam Oceano. O trabalho foi incluído no JMBA, Jornal da Associação de Biologia Marinha do Reino Unido (Journal of the Marine Biological Association of de United Kingdom), publicação apoiada pela Universidade de Cambridge.


• Sua importância está justamente em relatar o primeiro registro confirmado de um peixe-boi marinho na costa do Pará em décadas: o crânio de um exemplar da espécie foi encontrado em uma das praias de Soure, no Marajó, ainda em 2005, durante atividades de monitoramento do grupo de pesquisa.


- Os dados atuais sobre a ocorrência do peixe-boi na costa oriental da Ilha de Marajó fornecem uma esperança nova para o futuro da espécie. Mostra provavelmente a habilidade desse mamífero marinho em se recuperar, apesar de um passado de dificuldades, afirmam os pesquisadores brasileiros no artigo.


• Assinam o trabalho Salvatore Siciliano, que também é membro do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos), Renata Emin (ENSP/Fiocruz), Alexandra Costa (Museu Paraense Emílio Goeldi, MPEG), Angélica Rodrigues (UFPA), Maura Sousa (Universidade Federal do Pará, UFPA), Cláudia Silva (do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá, IEPA), Shirley Pacheco (Unicamp, Instituto Terra & Mar) e José de Sousa e Silva Júnior (chefe do Setor deMastozoologia do Museu Goeldi).


Fonte: Museu Paraense Emílio Goeldi - NR

Foto: Divulgação

Ministra explica medidas de combate ao desmatamento.

BRASÍLIA - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, apresentou nesta quarta-feira (09) as ações que o governo vem implementando para conter a tendência de aumento do desmatamento na Amazônia, detectada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no segundo semestre de 2007.

- Neste momento, nosso foco é não permitir que se perca três anos de governança ambiental no país, afirmou a ministra, durante audiência pública conjunta nas Comissões de Agricultura, Meio Ambiente e da Amazônia; Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, na Câmara dos Deputados.

Marina Silva lembrou que o governo conseguiu reduzir o desmatamento de 27 mil quilômetros quadrados, em 2004, para 11 mil quilômetros quadrados, em 2007 - patamar semelhante ao registrado no início da década de 90.

- Conseguimos isso a duras penas. Se a gente andar para trás será um prejuízo muito grande, ressaltou. Segundo a ministra, mais do que combater práticas insustentáveis do passado, é preciso assumir o compromisso de construir uma nova agenda para a Amazônia.

DIVERSIFICAÇÃO
A ministra fez questão de ressaltar, no entanto, que não defende a ausência de atividades econômicas na Amazônia, e sim que a região seja um espaço para atividades econômicas diversificadas, ambientalmente sustentáveis e socialmente justas.

- A equação que temos que responder neste século é: como promover o desenvolvimento econômico com preservação ambiental e como promover a preservação ambiental com desenvolvimento econômico", disse Marina.

Fonte: MMA - JM

Como anda o quintal da sua casa?


Separar o lixo reciclado é sim mais trabalhoso. Não há como negar. Mas é como cuidar do quintal de casa. Da mesma forma que lixo no quintal de casa incomoda, não podemos deixar que o planeta vire um lixão. Transformar a coleta seletiva em rotina dentro da casa dos pernambucanos seria a melhor forma de minimizar os efeitos do lixo urbano produzido hoje no meio-ambiente. “A maior dificuldade ainda é a sensibilização das pessoas. Nós não despertamos para a importância da reciclagem”, explica André Penna, gerente de coleta seletiva do Recife. O trabalho de educação, que inclui a realização de palestras, painéis, debates em escolas, paróquias e condomínios, é uma forma de arregimentar novos “agentes ambientais”.
Dona Suzana Coelho, de 62 anos, foi uma das conquistas de uma palestra realizada há quatro anos, na Paróquia do Espinheiro, bairro onde mora. E ela não veio sozinha. Os 20 moradores do edifício Acalanto decidiram aderir à campanha. “Nós fizemos uma reunião com os condôminos e, depois que expliquei o que era, todos aceitaram participar”, disse a professora aposentada. Na prática, cada apartamento separa o lixo que pode ser reciclado: latas, vidros, revistas; que depois é recolhido em horário marcado com a Emlurb.
A então síndica orientou os moradores: “Eu disse a todos, expliquei direitinho o que poderia ser reciclado e que a gente deveria lavar os materiais, as embalagens, para evitar juntar animal e facilitar o trabalho da coleta. As empregadas domésticas dos apartamentos já estão acostumadas ao sistema de coleta. “Quando sei que tem alguma funcionária nova, sempre converso. Isso é uma questão de costume, hábito. A menina que trabalha na minha casa, por exemplo, sente falta de fazer coleta seletiva na casa dela”, diz a ex-síndica. Uma reunião deve ser realizada no prédio nos próximos dias para esclarecer dúvidas e conscientizar ainda mais as domésticas.
Uma outra opção para o cidadão consciente é levar o lixo para um dos 103 postos de entrega voluntária espalhados pela cidade em avenidas de fácil acesso, praças, faculdades, supermercados. “É essencial que as pessoas tenham interesse, se informem e vejam que não é difícil colaborar para que o meio-ambiente não sofra”, conclui André Penna. Quem quiser obter informações sobre a coletiva seletiva, inclusive empresas, pode entrar em contato com a Emlurb através do telefone 3232.1070 ou pelo e-mail coletaseletiva@recife.pe.gov.br.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Os mais reciclados do brasil...

Latas de Alumínio
Taxa de Reciclagem: 94%
Para onde vai: produção de novas latas de alumínio e autopeças.
Benefício: Em 2006, as 140 mil toneladas reaproveitadas significaram uma economia de 2mil gigawatts, o suficiente para abastecer de energia o estado do Ceará durante um ano.
Papelão
Taxa de Reciclagem: 77%
Para onde vai: confecção de caixas de papelão.
Benefício: A versão reciclada consome cinqüenta vezes menos água limpa e metade da energia gasta na produção de uma caixa nova.
Garrafas PET
Taxa de Reciclagem: 50%
Para onde vai: metade serve à fabricação de fibras de poliéster e o restante vai para a produção de tubos, laminados e resinas para a indústria química.
Benefício: previne o grave problema da lotação dos aterros sanitários.
Papel
Taxa de Reciclagem: 50%
Para onde vai: novas folhas de papel, produção de papel-toalha, guardanapo e papel higiênico
Benefício: Cada tonelada de papel reciclado evita o corte de vinte árvores.
Vidro
Taxa de Reciclagem: 46%
Para onde vai: produção de mais garrafas, composição de asfalto e fabricação de espuma
Benefício: Só em 2006, foram poupadas 400mil toneladas de minerais.
(Fonte: Cempre)

Recife tem projetos para melhorar o tratamento do lixo na capital

Na casa de Dona Suzana, 62 anos, professora aposentada, todo mundo já está acostumado. Na área de serviço do apartamento, no bairro do Espinheiro, zona norte do Recife, estão duas latas de lixo: uma é para vidros, sacos plásticos, garrafas PET, revistas; a outra recebe o lixo orgânico e aqueles materiais que não podem ser reciclados. “Eu já faço isso há quatro anos. Virou uma rotina mesmo. Quando alguém que não é da casa chega, como uma funcionária nova, sempre explicamos a importância de separar o lixo”, diz Suzana. A família da professora ajuda a compor uma estatística nacional, que ainda não tem a expressão que o comprometimento do meio-ambiente exige. Segundo dados divulgados pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), instituição sem fins-lucrativos destinada à promoção da reciclagem, o Brasil reaproveita apenas 11% de tudo que é jogado na lata de lixo.
No Recife, a coleta seletiva de “porta em porta” é realizada em pelo menos 45 bairros, que incluem localidades como Arruda, Campo Grande, Cordeiro, Madalena, Boa Viagem e Imbiribeira. O material recolhido – cerca de 130 toneladas por mês - é levado para seis núcleos de triagens, sendo dois deles parcerias com Organizações Não-Governamentais. O esforço é válido, mas não é suficiente para reduzir o desperdício de materiais que poderiam gerar renda e, o mais importante, não acarretar prejuízos ao meio-ambiente, que leva muito tempo – muito além do que imaginamos - para decompor vidro, plástico, embalagens.
Desde 1985, o lixo – domiciliar, cinzas de lixo hospitalar e entulhos da construção civil - produzido por quem mora no Recife e não participa da coleta seletiva é levado para o Aterro Controlado da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes. São 1,9 mil toneladas por dia, cerca de 20 milhões de toneladas de lixo por mês. Depois de tantos anos recebendo os resíduos sólidos, a vida útil do antigo lixão da Muribeca está prevista para acabar em julho de 2009. Sabendo disso, depois de viagens realizadas à Europa, Estados Unidos e Japão, uma equipe da Prefeitura do Recife desenvolveu um novo modelo para a destinação do lixo no Recife. O projeto foi chamado de Lixo Tem Valor.



De acordo com a proposta – que já teve o impacto ambiental discutido durante audiência pública pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), por representantes do Ministério Público Estadual e Federal, órgãos estaduais, municipais e federais das áreas de saúde, meio-ambiente, justiça e direitos humanos e lideranças comunitárias – o lixo recolhido nas casas será encaminhado a um centro de triagem, chamada de Central de Tratamento e Destinação de Resíduos, no bairro da Guabiraba, na BR-101 Norte, uma área de 25.630 m², onde o material reciclado deve ser separado por 600 catadores organizados em forma de cooperativa, trabalhando em três turnos. “A cooperativa vai vender os materiais, garantindo assim a função social do projeto. A concessionária vai manter custos fixos de água, luz e equipamentos para os catadores”, explica o presidente da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana, Carlos Muniz.
Depois disso, o restante, formado por lixo orgânico, material hospitalar e de saúde, pilhas e baterias, irá para duas unidades geradoras de combustível, na cidade do Cabo de Santo Agostinho, a 31 km do Recife. Nesta etapa, o gás metano – um dos principais causadores do efeito-estufa – será transformado em energia térmica ou elétrica, que poderá ser comercializada para empresas, indústrias, municípios. A tecnologia instalada no Recife permite a produção de 15,78 MW/dia, valor que é capaz de abastecer 144 mil residências com baixo consumo. As sobras do processo de destinação final ficarão em uma nova área de 75 hectares que será construída ao lado do atual Aterro da Muribeca; o local deve receber cerca de 30% a 40% menos do que a quantidade lixo recebida atualmente. “Somente em transporte, vamos economizar R$2,2 milhões por ano, já que a prefeitura não terá mais que levar todo o lixo para fora do Recife”, acrescenta o presidente da Emlurb.
A coleta seletiva realizada de porta em porta também será expandida, porque a Prefeitura do Recife deve investir R$1,5 milhão para ampliar os trabalhos; levando o lixo que pode ser reciclado para os seis centros de triagem, onde os catadores separam o material, vendem e obtém uma renda a partir do lixo. “Há um trabalho social realizado com catadores, desde educação, saúde, higiene e geração de renda para diversas famílias”, diz André Penna, gerente de coleta seletiva da Prefeitura do Recife.
Pelo Projeto Lixo Tem Valor, o consórcio Recife Energia, vencedor da licitação do projeto, deve gerir cerca de 60% a 70% de todo o lixo produzido durante 20 anos, prazo que pode ser prorrogado pelo mesmo período. O investimento para tornar Recife um modelo no sistema de destinação do lixo, foi estimado em R$308 milhões, devendo entrar em vigor até o ano de 2010.

fonte: http://www.dpnet.com.br/comunidade/ambiente.shtml

Você conhece o Greenpeace?




"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."(Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.)

Esta profecia embalou as longas noites dos fundadores do Greenpeace que navegavam para as Ilhas Aleutas, no Alasca, em 1971, na tentativa de impedir um teste nuclear dos Estados Unidos. A ação estimulou um imenso debate e ganhou o apoio da opinião pública contra os testes nucleares, que foram suspensos no mesmo ano. Nascia, assim, o Greenpeace. E a profecia daria nome ao primeiro navio da organização, o Rainbow Warrior, e acabaria por batizar os ativistas do Greenpeace - conhecidos em todo o mundo como "Os Guerreiros do Arco-Íris" O Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o meio ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos. Investigando, expondo e confrontando crimes ambientais, desafiamos os tomadores de decisão a reverem suas posições e mudarem seus conceitos. Também defendemos soluções economicamente viáveis e socialmente justas, que ofereçam esperança para esta e para as futuras gerações. Por não aceitar doações de governos, empresas ou partidos políticos, o Greenpeace existe graças à contribuição de milhões de colaboradores em todo o mundo, que garantem nossa independência e o nosso compromisso exclusivo com os indivíduos e com a sociedade civil. Hoje, o Greenpeace está presente em mais de 40 países e conta com a colaboração de aproximadamente 3 milhões de pessoas.
Escritórios do Greenpeace no Brasil:


São Paulo
Rua Alvarenga, 2331, Butantã
CEP: 05509-006
Tel.: +55 11 3035-1155
Fax: +55 11 3817-4600

Manaus
Av. Joaquim Nabuco, 2367, Centro
CEP: 69020-031
Tel.: +55 92 4009-8000
Fax: +55 92 4009-8004

Brasília
Quadra 8, Bloco B-50 sala 107
Edifício Venâncio 2000
CEP: 70333-900

Problemas Ambientais no Planeta

Poluição
A poluição é geralmente conseqüência da atividade humana. É causada pela introdução de substâncias (ou de condições), que normalmente não estão no ambiente ou que nele existem em pequenas quantidades.
Poluente é o detrito introduzido num ecossistema não adaptado a ele, ou que não suporta as quantidades que são nele introduzidas. Dois exemplos de poluentes: o gás carbônico (CO2) e fezes humanas.
O CO2 das fogueiras do homem primitivo não era poluente, já que era facilmente reciclado pelas plantas. O mesmo gás, hoje produzido em quantidades muito maiores, é poluente e contribui para o agravamento do conhecido "efeito-estufa". Fezes humanas que são jogadas em pequena quantidade numa lagoa podem não ser poluentes, por serem facilmente decompostas por microorganismos da água. Em quantidades maiores, excedem a capacidade de reciclagem da lagoa e causam a morte da maioria dos organismos; neste caso, são poluentes.


Cidades sufocadas
O fenômeno conhecido como inversão térmica, bastante freqüente em cidades como São Paulo, traz sérios problemas de saúde à população. Ele é assim explicado: normalmente, as camadas inferiores de ar sobre uma cidade são mais quentes de que as superiores e tendem a subir, carregando as poeiras em suspensão. Os ventos carregam os poluentes para longe da cidade grande. No entanto, em certas épocas do ano, há fatores que favorecem o fato de camadas inferiores ficarem mais frias que as superiores.
O ar frio, mais denso, não sobe; por isso, não há circulação vertical e a concentração de poluentes aumenta. Se houver além disso falta de ventos, um denso "manto" de poluentes se mantém sobre a cidade por vários dias.


Chuva ácida
A chuva ácida é uma das principais conseqüências da poluição do ar. As queimas de carvão ou de derivados de petróleo liberam resíduos gasosos, como óxidos de nitrogênio e de enxofre. A reação dessas substâncias com a água forma ácido nítrico e ácido sulfúrico, presentes nas precipitações de chuva ácida.
Os poluentes do ar são carregados pelos ventos e viajam milhares de quilômetros; assim, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias das fontes poluidoras, prejudicando outros países.
O solo se empobrece e a vegetação fica comprometida. A acidificação prejudica os organismos em rios e lagoas, comprometendo a pesca. Monumentos de mármore são corroídos, aos poucos, pela chuva ácida.


Desmatamento e extinção de espécies
Desmatar leva à destruição dos ecossistemas e à extinção das espécies que neles vivem. A ciência identificou até hoje cerca de 1,4 milhões de espécies biológicas. Desconfia-se que devam existir 30 milhões ainda por identificar, a maior parte delas em regiões como as florestas tropicais úmidas. Calcula-se que desaparecem 100 espécies a cada dia, por causa do desmatamento.

Planeta superlotado
A cada segundo, nascem três novos habitantes em nosso planeta. Hoje, existem 6 bilhões de habitantes. A população humana está crescendo em 100 milhões de pessoas por ano, o que significa mais um bilhão de pessoas para a próxima década. 90% desses nascimentos ocorrerão nos países subdesenvolvidos. Até o ano 2150, estima-se que chegaremos a quase o dobro da população atual.
O crescimento das populações humanas aumenta terrivelmente a gravidade dos problemas que a Terra já enfrenta. Eis alguns deles:



• Maior necessidade de energia - Por enquanto, gerar energia leva a um aumento da poluição (queima de combustíveis como petróleo ou carvão), ou a destruição de ecossistemas (construção de hidrelétricas), ou ainda a riscos de contaminação por radiação (usinas atômicas). Métodos menos poluentes, como energia solar, poderão talvez resolver o problema.



• Mais bocas para nutrir - Implicando maior produção de alimento e, portanto, necessidade crescente de terras agriculturáveis, às custas de mais desmatamento. Hoje, o planeta perde um hectare de solo aproveitável para a agricultura a cada 8 segundos. Buscar um aumento na eficiência da produção de alimentos, através de maior mecanização da agricultura, levaria à degradação maior do solo. Além disso, a utilização intensiva de adubos e pesticidas aumentaria a poluição do solo e dos lençóis de água.



• Maior pressão de consumo - Gera maior demanda de recursos naturais não-retornáveis, como os metais e o petróleo. Além do esgotamento precoce desses recursos, mais resíduos serão produzidos, intensificando a poluição: o homem poderá afogar-se no seu próprio lixo!


Buraco na camada de ozônio
Os raios ultravioleta, presentes na luz solar, causam mutações nos seres vivos, modificando suas moléculas de DNA. No homem, o excesso de ultravioleta pode causar câncer de pele. A camada de gás ozônio (O3), existente na estratosfera, é um eficiente filtro de ultravioleta. O ozônio forma-se pela exposição de moléculas de oxigênio (O2) à radiação solar ou às descargas elétricas.
Detectou-se nos últimos anos, durante o inverno, um grande "buraco" na camada de ozônio, logo acima do Pólo Sul; este buraco tem aumentado a cada ano, chegando à extensão da América do Norte. Foi verificado que a camada de ozônio está também diminuindo de espessura acima do Pólo Norte. Acredita-se que os maiores responsáveis por esta destruição sejam gases chamados CFC (clorofluorcarbonos).
Estas substâncias são usadas como gases de refrigeração, em aerossóis (spray) e como matérias-primas para a produção de isopor. Os CFC se decompõem nas altas camadas da atmosfera e acabam por destruir as moléculas de ozônio, prejudicando assim a filtração da radiação ultravioleta.
"Um provérbio indígena questiona se somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro".



quarta-feira, 9 de abril de 2008

O que é reciclagem?



A reciclagem é termo genericamente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita tratamento final, como aterramento, ou incineração.
O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reutilização.
O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro. Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel. O papel chamado de reciclado não é nada parecido com aquele que foi beneficiado pela primeira vez. Este novo papel tem cor diferente, textura diferente e gramatura diferente. Isto acontece devido a não possibilidade de retornar o material utilizado ao seu estado original e sim transformalo em uma massa que ao final do processo resulta em um novo material de características diferentes.
Outro exemplo é o vidro. Mesmo que seja "derretido", nunca irá ser feito um outro com as mesmas características tais como cor e dureza, pois na primeira vez em que foi feito, utilizou-se de uma mistura formulada a partir da areia.
Já uma lata de aluminio, por exemplo, pode ser derretida de voltar ao estado em que estava antes de ser beneficiada e ser transformada em lata, podendo novamente vortar a ser uma lata com as mesmas características.
A palavra reciclagem difundiu-se nos mídia a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de lixo e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).
Como disposto acima sobre a diferença entre os conceitos de reciclagem e reaproveitamento,em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.
Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.

Como começou...

Surgiu a partir da idéia da professora Edleide Oliveira (Leda), em uma aula sobre educação ambiental, de criar um blog para conscientizar as pessoas dos problemas ambientais existentes em todo mundo por reportagens, fotos, depoimentos etc. Foi sugerido também pelos alunos que ajudaram a criar o projeto (8º e 9 º ano), a preparar uma peça teatral para mostrar nossa opinião sobre os problemas que vêem acontecendo diariamente. Todos nós aceitamos super bem e bastante empolgados a idéia e estamos torcendo para que as pessoas tomem consciência do que seja correto e incorreto para o nosso mundo. Depois de começada e aceita a idéia, criamos o nome do projeto. Foram citados muitos nomes, até que um amigo nosso - João Paulo Uchôa - também autor do blog sugeriu o tema RECICLA MUNDO que foi logo aceito por todos. Qualquer pessoa vai poder acessar nosso Blog. Com certeza encontrarão muitas coisas legais e interessantes, como por exemplo idéias de objetos que podemos formar com o material reciclado, fotos dos criadores e de nossas apresentações teatrais, várias doenças causadas pela poluição e mais retratos mostrando a devastação no nosso estado (Pernambuco) e depois se possível, fotos de outros estados, ou até mesmo países. Essa foi a melhor forma que o Colégio Real da Torre encontrou para fazer a nossa parte. Estamos torcendo para que você faça sua parte, pois chegou a vez de você começar a fazer algo pelo mundo.

• Equipe:

João Paulo Uchôa (2º ano E.M) - 16 anos

Dayanne Almeida de Brito - (2º ano E.M) - 16 anos

Camila Ramos da Silva - (2º ano E.M) - 17 anos

Karine Valentin Costa - (2º ano E.M) - 21 anos

Maria Gabriele (7ª série) - 13 anos

Maria Eduarda (7ª série) - 16 anos

Henrique Galindo (7ª série) - 13 anos

Pablo Ravelly (7ª série) - 13 anos

Felipe Matheus (7ª série) - 12 anos

Sérgio Correia (7ª série) - 13 anos

Andreza Coelho (7ª série) - 12 anos

Organizadora geral do projeto:

Professora Edleide OLiveira