sexta-feira, 30 de maio de 2008

Durante debate ocorrido no mês de Novembro/2000, em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PT), foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa."

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(*) Cristóvam Buarque foi governador do Distrito Federal (PT) e reitor da Universidade de Brasília (UnB), nos anos 90. É palestrante e humanista respeitado mundialmente.

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Isso vem gerando grande polêmica, alguns são contra e outros a favor. Existe ainda aqueles que preferem ficar em cima do muro.
É importante saber que essa idéia não é tão nova assim, de tempos em tempos ela volta ao palco, trazida por novos ventos, revestida em teses pseudocientíficas ou sócio-humanitaristas usadas para ocultar o seu verdadeiro objetivo político ou econômico.
No começo era apenas a surpresa aplastante de quantos famosos cientistas e naturalistas, europeus e norte-americanos, diante da magnitude do cenário florestal e hidrográfico com que deparavam na Amazônia. O que vem nos preocupando é que a tese mais recente é que a Amazônia é "patrimônio da humanidade", devendo ser administrada por autoridade internacional. Imagine quem iria cuidar dela...
Portanto não há dúvidas de que perigos rondam a nossa nunca contestada integridade territorial. Cabe ao Estado brasileiro demonstrar forte e inabalável decisão de não aceitar a violação de seus direitos soberanos. Para isso, precisará de uma diplomacia superativa e presente, capaz de desfazer no nascedouro qualquer pretensão internacionalista lesiva ao interesse nacional.
Ao mesmo tempo, deve revelar notória capacidade de administrar a Amazônia, desenvolvendo eficiente política auto-sustentável que preserve sua natureza, proteja suas águas e otimize o seu povoamento.

‘’Diga não a internacionalização da Amazônia!’’

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Como começou...

Surgiu a partir da idéia da professora Edleide Oliveira (Leda), em uma aula sobre educação ambiental, de criar um blog para conscientizar as pessoas dos problemas ambientais existentes em todo mundo por reportagens, fotos, depoimentos etc. Foi sugerido também pelos alunos que ajudaram a criar o projeto (8º e 9 º ano), a preparar uma peça teatral para mostrar nossa opinião sobre os problemas que vêem acontecendo diariamente. Todos nós aceitamos super bem e bastante empolgados a idéia e estamos torcendo para que as pessoas tomem consciência do que seja correto e incorreto para o nosso mundo. Depois de começada e aceita a idéia, criamos o nome do projeto. Foram citados muitos nomes, até que um amigo nosso - João Paulo Uchôa - também autor do blog sugeriu o tema RECICLA MUNDO que foi logo aceito por todos. Qualquer pessoa vai poder acessar nosso Blog. Com certeza encontrarão muitas coisas legais e interessantes, como por exemplo idéias de objetos que podemos formar com o material reciclado, fotos dos criadores e de nossas apresentações teatrais, várias doenças causadas pela poluição e mais retratos mostrando a devastação no nosso estado (Pernambuco) e depois se possível, fotos de outros estados, ou até mesmo países. Essa foi a melhor forma que o Colégio Real da Torre encontrou para fazer a nossa parte. Estamos torcendo para que você faça sua parte, pois chegou a vez de você começar a fazer algo pelo mundo.

• Equipe:

João Paulo Uchôa (2º ano E.M) - 16 anos

Dayanne Almeida de Brito - (2º ano E.M) - 16 anos

Camila Ramos da Silva - (2º ano E.M) - 17 anos

Karine Valentin Costa - (2º ano E.M) - 21 anos

Maria Gabriele (7ª série) - 13 anos

Maria Eduarda (7ª série) - 16 anos

Henrique Galindo (7ª série) - 13 anos

Pablo Ravelly (7ª série) - 13 anos

Felipe Matheus (7ª série) - 12 anos

Sérgio Correia (7ª série) - 13 anos

Andreza Coelho (7ª série) - 12 anos

Organizadora geral do projeto:

Professora Edleide OLiveira