sexta-feira, 11 de abril de 2008

Peixes-boi marinhos desaparecidos na Costa Norte aparecem no Marajó.


BELÉM - Um artigo brasileiro recentemente publicado na Inglaterra acaba de confirmar o reaparecimento do peixe-boi marinho na Amazônia Atlântica. Há décadas não se registrava oficialmente um avistamento qualquer do mamífero aquático na região.

• Caçados impiedosamente ao longo de décadas no norte do Brasil, os peixes-bois marinho (Trichechus manatus) e amazônico (Trichechus inunguis) foram quase levados à extinção ao longo da Costa Amazônica. Particularmente no caso do primeiro, o manatus, que ainda pode ser visto em alguns trechos do litoral brasileiro, acreditava-se que os anos de matança sem intervenção haviam resultado na sua completa dizimação ao longo da zona costeira paraense.

• Além de relatar o recente achado de um crânio de peixe-boi marinho numa das praias da costa leste da Ilha de Marajó, o estudo também lança um outro foco de luz sobre a questão: se mais pesquisadores estivessem em campo atrás desses mamíferos, seguramente mais avistamentos de peixes-bois marinhos seriam registrados, confirmando de forma mais exata não apenas novamente a presença da espécie na região, mas também voltando a colocar em pauta uma discutida possibilidade de simpatria - coexistência de duas espécies variantes de um mesmo gênero em uma mesma área – do peixe-boi marinho e do peixe-boi amazônico na Costa Norte.


Novos dados


• O artigo que trata da novidade, "Going back to my roots", foi publicado no início de 2008 por pesquisadores do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Gemam, ligado ao Museu Paraense Emílio Goeldi e ao projeto Piatam Oceano. O trabalho foi incluído no JMBA, Jornal da Associação de Biologia Marinha do Reino Unido (Journal of the Marine Biological Association of de United Kingdom), publicação apoiada pela Universidade de Cambridge.


• Sua importância está justamente em relatar o primeiro registro confirmado de um peixe-boi marinho na costa do Pará em décadas: o crânio de um exemplar da espécie foi encontrado em uma das praias de Soure, no Marajó, ainda em 2005, durante atividades de monitoramento do grupo de pesquisa.


- Os dados atuais sobre a ocorrência do peixe-boi na costa oriental da Ilha de Marajó fornecem uma esperança nova para o futuro da espécie. Mostra provavelmente a habilidade desse mamífero marinho em se recuperar, apesar de um passado de dificuldades, afirmam os pesquisadores brasileiros no artigo.


• Assinam o trabalho Salvatore Siciliano, que também é membro do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos), Renata Emin (ENSP/Fiocruz), Alexandra Costa (Museu Paraense Emílio Goeldi, MPEG), Angélica Rodrigues (UFPA), Maura Sousa (Universidade Federal do Pará, UFPA), Cláudia Silva (do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá, IEPA), Shirley Pacheco (Unicamp, Instituto Terra & Mar) e José de Sousa e Silva Júnior (chefe do Setor deMastozoologia do Museu Goeldi).


Fonte: Museu Paraense Emílio Goeldi - NR

Foto: Divulgação

Como começou...

Surgiu a partir da idéia da professora Edleide Oliveira (Leda), em uma aula sobre educação ambiental, de criar um blog para conscientizar as pessoas dos problemas ambientais existentes em todo mundo por reportagens, fotos, depoimentos etc. Foi sugerido também pelos alunos que ajudaram a criar o projeto (8º e 9 º ano), a preparar uma peça teatral para mostrar nossa opinião sobre os problemas que vêem acontecendo diariamente. Todos nós aceitamos super bem e bastante empolgados a idéia e estamos torcendo para que as pessoas tomem consciência do que seja correto e incorreto para o nosso mundo. Depois de começada e aceita a idéia, criamos o nome do projeto. Foram citados muitos nomes, até que um amigo nosso - João Paulo Uchôa - também autor do blog sugeriu o tema RECICLA MUNDO que foi logo aceito por todos. Qualquer pessoa vai poder acessar nosso Blog. Com certeza encontrarão muitas coisas legais e interessantes, como por exemplo idéias de objetos que podemos formar com o material reciclado, fotos dos criadores e de nossas apresentações teatrais, várias doenças causadas pela poluição e mais retratos mostrando a devastação no nosso estado (Pernambuco) e depois se possível, fotos de outros estados, ou até mesmo países. Essa foi a melhor forma que o Colégio Real da Torre encontrou para fazer a nossa parte. Estamos torcendo para que você faça sua parte, pois chegou a vez de você começar a fazer algo pelo mundo.

• Equipe:

João Paulo Uchôa (2º ano E.M) - 16 anos

Dayanne Almeida de Brito - (2º ano E.M) - 16 anos

Camila Ramos da Silva - (2º ano E.M) - 17 anos

Karine Valentin Costa - (2º ano E.M) - 21 anos

Maria Gabriele (7ª série) - 13 anos

Maria Eduarda (7ª série) - 16 anos

Henrique Galindo (7ª série) - 13 anos

Pablo Ravelly (7ª série) - 13 anos

Felipe Matheus (7ª série) - 12 anos

Sérgio Correia (7ª série) - 13 anos

Andreza Coelho (7ª série) - 12 anos

Organizadora geral do projeto:

Professora Edleide OLiveira